segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Andreziiinho! Claro que não!!!




Sem graça, sem emoção, sem atrativos e com vaias no final. Essa curta frase sintetiza o que foi a segunda rodada do Cariocão 2012 para o Botafogo de Futebol e Regatas. O empate com placar virgem com o “temível” Nova Iguaçu no estádio Proletário Guilherme da Silveira – também conhecido como Moça Bonita, uma espécie de Anfield Road do subúrbio carioca – não chega a preocupar os (cinco) torcedores do Botafogo, mas a disposição tática e a atuação do time no jogo deixaram transparecer que nem tudo está no caminho certo para os crying boys. Mas, antes das conclusões, vejamos o que ocorreu ontem em Moça Bonita.

No primeiro quarto do jogo – o Cariocão é o único campeonato de futebol do universo dividido em quartos – o Botafogo mostrou que era o único time quase grande em campo e dominou as ações. Acuada, a defesa do Nova Iguaçu fez de tudo para entregar o jogo, mas a incompetência do ataque alvinegro prevaleceu. As melhores chances de gol surgiram em cobranças de falta de Andrezinho, atleta que merece uma análise mais detida, que deixarei para o final.

No segundo quarto, nada de novo. O Botafogo continuou com mais posse de bola, procurando atacar pelo lado esquerdo através do possante Márcio Azevedo, que – botafoguenses, me perdoem pelo que direi – esteve até bem no jogo. No entanto, nenhuma grande chance foi criada.

Terceiro quarto. Tudo na mesma, exceto pelo gol perdido por Loco Abreu, que tentou driblar o goleiro tendo o gol inteiramente arreganhado à sua frente. No último quarto os times cansaram em função da chuva que caiu durante o segundo tempo e nada de extraordinário aconteceu. As substituições de Oswaldo de Oliveira (Herrera, Caio e Felipe Menezes entraram respectivamente nos lugares de Elkeson, Andrezinho e Maicosuel) não deram resultado algum e o zero a zero durou até o fim.

Mas, como já havia dito antes, o resultado não é alarmante. O Botafogo se classificará às finais apesar de todas as imensas dificuldades dessa dificílima Taça Guanabara. O que mais chamou atenção no empate do Botafogo foi o protagonismo exercido por Andrezinho no time. Todas as bolas passam por seus pés. Todos os jogadores o procuram. Ele ocupa a faixa mais decisiva do campo. O time orbita à sua volta.

Ora, quem é Andrezinho? Será que ele é uma espécie de Zidane, Rivellino, Maradona, Puskas? Claro que não! Andrezinho é apenas Andrezinho. Um bom jogador, nada além disso. O Botafogo, se almeja alguma coisa no ano, precisa de mais. Precisa colocar seus outros meias pra jogar. Maicosuel, por exemplo, inexistiu no jogo, e o sueco Elkeson também esteve apagado. Talvez a esperança dos botafoguenses esteja depositada no crack Jobson, mas apostar nele é um grande risco. Será que agora vai?

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