sábado, 21 de janeiro de 2012

A faixinha de Araújo.




Após acordar de ressaca, saí de casa hoje para encontrar meu grande amigo Jorge Carlos Alberto no aprazível bairro de Olaria, subúrbio do Rio de Janeiro. Entrando definitivamente no clima do campeonato carioca, retirei minha camisa do Madureira do armário e a vesti, serelepe e pimpão, antes de me dirigir àquela localidade, sabendo que Madureira e Olaria são os protagonistas da maior rivalidade suburbana de que se tem notícia. Após algumas cervejas e muitas vitórias no Pro Evolution Soccer 2011, eu e Carlos Alberto fomos até o Shopping Nova América para assistirmos à partida entre Fluminense e Fluminense de Friburgo (conhecido por alguns incultos como Friburguense) válida pela primeira rodada do empolgante cariocão 2012.

Antes mesmo do início do jogo, duas coisas chamaram a minha atenção: 1- Desde que me entendo por gente Cadão e Sérgio Gomes são jogadores do Flu de Friburgo. Já que vivemos uma onda de tombamentos em que, pasmem, até a torcida do Flamengo é tombada (!), acho que Cadão e Sérgio Cosme deveriam ser tombados como patrimônio histórico da cidade de Nova Friburgo. 2- A faixinha de Araújo. Um jogador que entra em campo com uma faixinha branca como a que Araújo vestiu hoje não pode jogar mal, PRECISA jogar bem para não ser eternamente ridicularizado, e foi exatamente isso o que aconteceu com Araújo, o fanfarrão (http://oglobo.globo.com/esportes/brasileiro2011/mat/2011/11/08/araujo-jackson-rouba-cena-no-treino-do-fluminense-925755187.asp). Hoje, ele foi o nome da vitória do Fluminense participando intensamente do jogo. Driblou, chutou, marcou, jogou no ataque, no meio campo e até na lateral esquerda.

Além dele, merecem destaque entre os reservas do Flu que atuaram hoje Ricardo Berna, Thiago Carleto, Jean, Wellington Nem e He-Man. No entanto, foi a força do conjunto que fez com que o Fluminense tivesse o controle do (bom) jogo do início ao fim. Ainda que o Flu de Friburgo tenha assustado algumas vezes (a principal delas em cabeçada de Jorge Luís – impedido – aos 43 do primeiro tempo), o Fluminense teve mais posse de bola e envolveu o time da serra em diversas jogadas, mostrando bom preparo físico, categoria e muita tranqüilidade.

Os gols foram saindo naturalmente. Aos 14 da primeira etapa, He-man matou a bola e levantou para Araújo-Michael-Jackson-faixa-branca-dançarino-de-break-fanfarrão fazer, de canhota, um tento a zero. Ainda no primeiro tempo, aos 36, He-man aproveitou o rebote do goleiro Marcos em chute de Araújo e deu um totozinho por cima do goleiro pra fazer o segundo. Já no segundo tempo – que, diga-se de passagem, foi muito mais morno do que o primeiro – Thiago Carleto contou com a ajuda do lendário Sérgio Gomes pra fazer o terceiro e fechar o caixão do Flu de Friburgo. Aos seis minutos o jogo estava liquidado. Depois disso, nada digno de nota.

Conclusões:
1- Após olhar a cara de ânus do flamenguista Carlos Alberto ao meu lado, não tive dúvidas de que ele e toda a nação fedorenta – bem como os tugas usurários e os 3 torcedores do Botafogo vivos – está perplexa diante da inevitabilidade do título do Fluminense.
2- Carlinhos, Diguinho e Sóbis: abram os respectivos olhos.
3- Araújo é feio pra caralho.

I. K.

2 comentários:

  1. Gostaria de salientar algumas questões:

    1º- Definitivamente, este Campeonato Estadual será uma sombra dos campeonatos de outrora. Os times considerados "pequenos" não conseguem, há muito, trazer dificuldades para os 4 grandes (OK... Esqueci a campanha vexatória do Vasco em 2011). Quanto ao florminense, o roteiro a ser cumprido é bastante conhecido: futura briga de egos no elenco, chinelinhos, derrotas e desclassificações prematuras.

    2º - As "muitas vitórias" no videogame foram somente 2, extremamente sofridas. A 3ª partida foi um acachapante 3x0 imposto ao nosso bravo blogueiro.

    3º - O Araújo realmente é feio pra diabo.

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  2. Carlos Alberto, quão sofrida pode ser uma vitória por seis gols de diferença?

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