domingo, 26 de fevereiro de 2012
O campeão e o vice.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Finalmente 1(2)!
O jogo começou bastante disputado, com muita correria, muito perde e ganha no meio-campo e o Botafogo levemente superior. No entanto, apesar do maior volume de jogo dos crying boys, o Fluminense sempre foi mais perigoso, assustando logo nos primeiros minutos com um preciso cruzamento de Carlinhos que não foi devidamente aproveitado pelo pequenino Wellington Nem. Fred e Thiago Neves – após belo passe de Bruno – também desperdiçaram boas chances, enquanto pelo lado do Botafogo os lances mais perigosos saíram dos pés de Elkeson. Primeiro, o sueco cobrou falta de longa distância para defesa de Cavalieri, depois deu um belo passe de calcanhar para o bom arremate de Andrezinho de fora da área. E foi isso. Primeiro tempo sem gols e muito aquém do emocionante Vasco e Flamengo do dia anterior.
No segundo tempo o panorama mudou. O Fluminense assumiu a postura de time grande e passou a pressionar o Botafogo, que, nervoso, mal conseguia passar do meio-campo. As chances não tardaram a aparecer. Primeiro com Fred após malandra cobrança de escanteio de Thiago Neves, depois com o próprio Thiago, que cabeceou uma bola milagrosamente salva por Jefferson. Entretanto, aos 28 minutos o mesmo filme dos últimos confrontos entre Fluminense e Botafogo ameaçou se repetir: domínio do Fluminense, chances perdidas, gol e classificação botafoguenses. Lucas lançou Herrera na ponta direita, a zaga tricolor parou pedindo impedimento, Herrera cruzou e Elkeson, o melhor jogador em campo, fez 1 a 0 para o Bota.
Mas ainda faltavam 15 minutos, e nunca podemos nos esquecer que o Botafogo nasceu com a vocação da derrota. Está na certidão de nascimento do clube, no DNA. DERROTA. E é quando parece que virá uma grande vitória ou um momento glorioso que essa vocação se mostra mais forte do que nunca. Pressão do Flu, lançamento de Deco, Márcio Azevedo deu condição, Leandro Eusébio dominou com a canhota e bateu com a direita. 1 a 1. Decisão por pênaltis.
Fred bateu com força no canto esquerdo. 1 a 0. Andrezinho deslocou Cavalieri com categoria. 1 a 1. Jean – melhor cobrador do Flu nos treinamentos – bateu fraquinho no canto direito. Jefferson pegou. Herrera bateu com segurança no canto direito. 2 a 1 Bota. Thiago Neves bateu no meio e empatou. Lucas bateu muito mal no canto esquerdo e Cavalieri pegou. He-man mandou grama, cal e a bola pra dentro. Renato esbanjou categoria. Anderson bateu o melhor pênalti da série. E... sobrou Loco Abreu. O que tem culhões. O apresentador de TV. O torcedor do Nacional. Mas nada disso adiantou. Loco bateu mal, fraco, rasteiro, do lado esquerdo, e Cavalieri fez a defesa com facilidade, mostrando ao mesmo tempo frieza para esperar o momento certo e agilidade para saltar na bola.
Resta ao Bota a Taça Rio. O time tem qualidade, mas sentiu a falta de Maicosuel. Peças de reposição de mais qualidade cairiam bem. O Flu segue em busca da Taça Guanabara. Mostrou que, além do excelente time e do banco de altíssima qualidade, tem embaixo das traves um goleiro que, na hora do aperto, se tudo der errado e sobrarem só os pênaltis, tem cacife para segurar a onda e garantir o time. Um goleiro que assusta os cobradores adversários. Finalmente um camisa 1(2)! Carioca e Libertadores precisam disso. O Fluminense vem forte.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Três volantes e meio.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
O juiz “poser”, o morto-vivo e o bom malandro

O Cariocão 2012 não para de empolgar o torcedor. Depois do inesquecível clássico disputado por Flamengo e Botafogo na última semana diante de uma multidão de, pasmem, 8 mil torcedores, agora foi a vez de Fluminense e Vasco realizarem uma histórica disputa na frente de 7 mil almas. Haja coração, amigo! E, comandando a festa, uma grande estrela. Cantora, modelo, atriz e árbitro de futebol nas horas vagas, Antonio Schneider levou a galera à loucura! Ora, um espetáculo memorável como esse merece algumas palavras.
Os coadjuvantes Fluminense e Vasco entraram em campo dispostos a tentar ofuscar o brilho da diva de amarelo. O jogo começou quente, lá e cá, com o Vasco ligeiramente melhor, assustando logo no primeiro minuto com um chute perigoso de Bernardo. Porém, logo aos 6 minutos o Fluminense chegou a seu gol através de uma bela tabela entre Deco e Thiago Neves, jogadores que se completam e que têm tudo para realizar uma excelente temporada. Enquanto o primeiro é dono de um passe preciso e de uma imensa categoria, o segundo possui a velocidade, o drible e a finalização como pontos fortes, e foi exatamente colocando essas características em prática – com passe de Deco e finalização de Thiago Neves – que acabou saindo o primeiro gol do jogo. A partir daí, o Flu passou a dominar as ações. Sobis ajudava na marcação pelo lado esquerdo, impedindo as subidas de Fágner, e Feltri não rendia o suficiente pelo lado direito. Deco mandava no meio-campo e tramava boas jogadas com Fred e Thiago Neves. Diante desse panorama, as chances tricolores começaram a aparecer. Primeiro aos 18, quando Thiago Neves cruzou para Fred, que foi agarrado, arranhado, desejado por Dedé (o Jorge Laffon vascaíno) num pênalti solenemente ignorado pela popstar que apitava o jogo. Foi a primeira oportunidade em que ela conseguiu fazer com que o público esquecesse do jogo e voltasse suas atenções para seu corpinho sensual. Aos 25, um belo contra-ataque que contou com a participação de Deco, Thiago Neves e Fred terminou com uma bela defesa de Fernando Prass em voleio de Deco. Felipe, sempre lúcido, foi para o vestiário reconhecendo que o Fluminense havia sido melhor na primeira etapa.
O segundo tempo começou diferente. Cristóvão Borges tirou o nulo Chaparro e pôs William Barbio em seu lugar. Um volante por um atacante. Uma substituição ousada. E deu certo. Barbio passou a fazer companhia a Fagner e os espaços começaram a aparecer pelo lado direito. Tal e qual um bom malandro, que se finge de morto para dar o bote na hora certa, foi esse mesmo Fagner que apareceu livre aos 14 e cruzou na medida para Alecsandro fazer o gol de empate. Como sempre, o Fluminense sofre um gol pelo lado esquerdo da sua defesa. É surpreendente o fato de que todos os comentaristas sempre chamam atenção para a fragilidade da zaga do Fluminense, mas ninguém se lembra que o lateral-esquerdo desse time é um zumbi chamado Carlinhos, que passa 88 minutos do jogo num estado de completa letargia e dois minutos tendo espasmos de iniciativa. Não é possível que ninguém perceba isso. O Vasco foi melhor do que o Fluminense no segundo tempo e acabou vencendo o jogo justamente porque passou a forçar mais por aquele lado, disputado entre o morto-vivo chupa-sangue já citado e o bom malandro Fágner. Entretanto, apesar do domínio do lateral vascaíno, houve um momento em que essa disputa pendeu para o lado oposto. Um desses raros momentos em que um espasmo – quase uma convulsão, eu diria – toma conta do corpo da múmia paralítica e a leva a uma ação . Carlinhos deu um belo drible em Fágner dentro da área e levou uma banda em troca. Pênalti. Metade do estádio viu. A outra metade, ou seja, os 285 árbitros que a FERJ mandou a campo, preferiu ignorar. Os jogadores do Fluminense ficaram irritados (especialmente Wellington Nem, que havia entrado na vaga de Sóbis e estava de frete para a jogada), mas continuaram a jogar. Poucos minutos depois, Alecsandro virou o jogo depois de uma jogada muito bem ensaiada e melhor ainda executada em conjunto com Bernardo, que cobrou o escanteio na primeira trave contando com a antecipação do companheiro. 2 a 1.
O jogo já contava 32 minutos de sua etapa final a essa altura, e foi a partir daí que Antonio Beyoncé Schneider resolveu barbarizar. Deixou de dar um escanteio absurdo e algumas faltas escandalosas em jogadores do Fluminense, que, indignados, foram pra cima dele. Caíram na armadilha. Rebolando seu corpanzil, a estrela poser começou a distribuir cartões aos tricolores, amarelos e vermelhos, sem distinção, mas sempre cuidando de empinar sua bundinha e inflar o peitoral para aparecer bem na tela da TV (o jogo teve transmissão em HD). O Fluminense não pôde reagir.
Fico imaginando o vestiário dos árbitros... Deve ter um imenso espelho em que eles ficam treinando suas poses para o jogo, como meninas adolescentes no banheiro do shopping. Antes de entrar em campo, os comentários devem ser: “Lindaaaaaaaaaaa” / “Que nada, você é que é muito fofaaaaaaaaaaa” / “Ti amux mtoooooo migs”. Por aí.
I. K.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O que é “jeito de Libertadores”?
Os argentinos sabem jogar a Libertadores. Os uruguaios também. Os gaúchos, idem. Os brasileiros, não. Os bolivianos, equatorianos, colombianos e venezuelanos são inocentes. Os mexicanos não entendem a competição. Os chilenos batem. Os paraguaios podem surpreender. Por trás de todos esses clichês que cercam a competição mais desejada do continente americano na atualidade paira a mesma questão: o que é saber jogar a Libertadores? Ou, de forma mais clara, o que é “ter jeito de Libertadores”?
Acho que vale a pena começar com uma definição negativa, tentando entender o que é não ter jeito de Libertadores. Temos um exemplo muito próximo: o Fluminense na noite de ontem. Se tirarmos os 5 minutos iniciais, podemos caracterizar a atuação do time como medrosa, nervosa e covarde. Após a blitz que resultou no gol de Fred, o time entrou em parafuso. Os jogadores não arriscavam as jogadas, não agrediam, não ousavam em busca de mais gols. Muito pelo contrário, erravam passes primários no meio-de-campo, entregando a bola de graça ao adversário a todo o momento e se defendendo de maneira estabanada. Como num círculo vicioso, o nervosismo foi se acumulando e acabou descambando para as agressões. Primeiro Wagner e depois Leandro Eusébio agrediram gratuitamente atletas do Arsenal. Este último, aliás, no melhor estilo “Vida Bandida”, chutou a cara do cara caído, e, depois de ser expulso, ainda ficou com carinha de indignado. Ora, um time que, jogando em casa, passa 85 minutos recuado, com medo e tomando sufoco não é um time com jeito de Libertadores. Porrada gratuita e covardia não bastam.
Jeito de Libertadores é outra coisa. É ter culhão. Time que quer ganhar a Libertadores tem que deixar o adversário acuado quando joga em casa. Tem que se impor, dominar, amedrontar, falar grosso, mas, sobretudo, jogar bola e mostrar quem é o dono do campo. Tem que fazer os 11 adversários se sentirem estrangeiros indefesos num território hostil. Como fazer isso? Jogando sem medo, com raça, sem dar espaços, trazendo a torcida, atacando.
Fora de casa, o esquema é outro. Ali os 11 jogadores devem se transformar nos 300 de Esparta e resistir até a morte. Resistir à tudo. Aos campos horríveis, aos estádios acanhados, à pressão do time adversário, às pedradas da torcida. Resistir e saber atacar no momento certo. Aquele instante em que o adversário cansou de bater e você ainda tem o último fôlego. É preciso ser Muhammad Ali contra George Foreman.
Aliás, a metáfora relacionada ao boxe não está aqui à toa. Dedico este último parágrafo a um tema muito importante quando falamos de Libertadores: a porrada. Não existe Libertadores sem porrada. Tem que ter porrada. Tem que ter pelo menos um olho roxo ou uma costela quebrada. No entanto, uma coisa é um time sair na porrada porque apanhou o jogo inteiro, porque o adversário está querendo intimidar ou porque um companheiro levou uma bolada quando estava caído no chão. Nessas situações, sair na porrada é legítimo. Significa um levante diante de uma injustiça. É um ato de hombridade e, diria eu, de humanidade. Muito diferente de cair arreganhado sobre um adversário e dar um coice nele.
Se quiser arrumar alguma coisa, o Fluminense precisa urgentemente descobrir que chilique e covardia não são “jeito de Libertadores”.
OBS: Gaúchos e brasileiros são representantes de duas distintas nacionalidades que habitam o mesmo Estado.
I. K.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
DOMINGO FANFARRÃO
Fanfarronice. A melhor palavra para descrever a partida de hoje entre o time de azul e o Fluminense de Friburgo. E a bola não precisou rolar para a fanfarra começar. Não. Algum diretor genial da Rede Globo teve a ideia de pedir aos jogadores que realizassem uma performance infinitamente canhestra de “morto/vivo” para a sua apresentação aos telespectadores. Eles apareciam com a cabeça baixa, e, como num passe de mágica, levantavam suas cabeças e acenavam para a câmera. Patético. E de todos os jogadores que se submeteram a tamanha escrotice, aquele que conseguiu se destacar foi o mesmo que costuma atender pelo nome de Diego Souza – ex-Boi Bandido e ex-Simony – que, não satisfeito com o roteiro programado, resolveu “improvisar”, revivendo de forma “apoteótica” por meio de um chilique ridículo acompanhado por um sorrisinho de canto de boca. Seria o prenúncio de tudo o que viria a acontecer???
Os azuis foram a campo com seu time titular – a exceção era Felipe – o que poderia indicar que presenciaríamos um massacre sobre o bravo Flu da serra, escalado com os eternos Cadão e Sérgio Gomes (que fez boa partida, por sinal) e o lendário atacante Ziquinha. No entanto, o que se viu no primeiro tempo foi algo bem diferente disso. O Fluminense de Friburgo jogou toda a primeira etapa com sua marcação adiantada, impedindo os azuizinhos de saírem para o ataque com qualidade e controlando as ações no meio-campo. Sem a posse da bola, sem criar chances e errando muitos passes, o time de azul irritava a torcida que compareceu em bom número ao canteiro de obras no qual se deu a contenda. Desse modo, só houve dois momentos de maior destaque na primeira etapa: a participação dos internautas aos 26 minutos e o gol de Diego Souza aos 44.
Será que o inventor da apresentação “morto/vivo” é o mesmo da participação do internauta na transmissão? É bem possível. Não há nada mais enervante do que assistir àqueles 10 segundos nos quais um pseudo-torcedor (quase sempre acompanhado de uma criança para aumentar o apelo) faz macaquices diante de uma câmera com o único intuito de aparecer de forma ridícula na TV. Fanfarronice pura. A imbecil de hoje tinha o nome de Maria Clara, e a criança usada para a consecução desse vil propósito se chamava João Vítor. Uma criança digna de pena e uma adulta digna de asco. Quanto ao gol, originado a partir de uma cobrança de escanteio, depositemo-lo na conta de Juninho Pernambucano – disparado o melhor em campo – que colocou a bola na cabeça do Diego Souza.
O segundo tempo foi bem diferente do primeiro, e isso se deve em grande parte às boas mudanças feitas por Cristóvão Borges no intervalo. Saíram Alan (que sofreu uma entrada no início do jogo e depois disso pouco produziu) e o inoperante Felipe Bastos e entraram Eduardo Costa e Felipe. O primeiro melhorou a pegada no meio-campo dos templários de São Cristóvão fazendo uso de sua já conhecida brutalidade, e Felipe passou a ditar o ritmo do jogo. Aliás, Felipe sempre merece umas linhas à parte. É um sujeito que vê o jogo de forma diferente, enxerga espaços onde ninguém mais vê e tem uma precisão assustadora na hora de passar a bola. Pode não ter a explosão de antes, mas mostra a cada dia uma elegância maior e sempre deixa o jogo mais bonito. Mudou a cara da partida, ainda que não tenha sido dele, e sim de Juninho (novamente), o passe magistral que deixou Diego Souza livrinho pra marcar seu segundo gol com um toque de categoria que deslocou o goleiro Marcos aos 15 minutos. Faltava meia-hora de partida, mas, com o jogo resolvido, uma excelente dupla de zaga e o time ajustado, foi só tocar a bola e esperar o tempo passar.
E tudo acabou assim. Final feliz para o domingo da fanfarronice. Vitória do time com uniforme fanfarrão (e, por favor, não venham dizer que se trata de uma homenagem aos mares e oceanos navegados por Vasco da Gama porque essa desculpa esfarrapada não cola nem aqui, nem em Goa e nem em lugar algum) com dois gols do ex-Simony chiliquento fanfarrão Diego Souza. Nada mais apropriado.
I. K.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Pô, tô sí!
apertados estádios dos times sulamericanos, vale entrar em campo com o coração. E foi exatamente o que o Flamengo fez nessa noite de quarta-feira. Não só com o coração, é verdade. Entrou também com um futebol que a muitos jogos não entrava.





