O que falar sobre um time que entra numa competição como é a libertadores com 4 volantes? Aliás, 4 não, digo que o Fla jogou com 3 volantes e meio. Renato não é volante. Nem meia. Nem jogador de futebol. Seria um ótimo "kicker", como no futebol americano, entraria pra bater uma falta ou outra e sairia. E todos nós agradeceríamos.
E o pior é que não dá pra colocar culpa só no técnico. Quando o Joel voltou pro Flamengo todos nós sabíamos que ele faria o que sempre faz: Escalaria todos os volantes possíveis. Mas não é só isso. O Flamengo entrou com 4 volantes e não conseguia marcar. O jogo começou com uma pressão violenta do time cujo estádio é uma especie de São Januário argentino. Não pelo tamanho e/ou aparência, mas pela localização no meio de favelas.
O Flamengo tentava se defender de qualquer forma com seus dois zagueiros bizonhos. Qualquer forma mesmo, Wellinton tentou solar Pavone aos 20 minutos, por sorte errou a perna do jogador e o juiz deu apenas jogada perigosa. Que foi cobrada com uma excelente jogada ensaiada que terminou nos pés de Neira para, praticamente na marca de pênalti, chutar no travessão.
Enquanto os argentinos de cor homossexual(grená) criavam diversas chances, obrigando o paredão rubro-negro a fazer ótimas defesas, como a feita logo aos 6 minutos, após chute de Balbi, Felipe foi obrigado a defender com o pé, no maior estilo do goleiro-ex-tricolete Fernando Henrique, o Flamengo nada criava. Quem armava o ataque eram os 2 zagueiros, dando bicos de olhos fechados pro ataque e torcendo pra parar ou no pé de Deivid ou no pé do Ronaldinho. Esse último, de acordo com os scouts, foi mandado à merda 8 vezes só no primeiro tempo, conseguindo a incrível média de um xingamento a cada pouco mais de 5 minutos.
Mas o Flamengo flamengou. Numa improvável troca de passes rubro-negra, Junior Cesar cruzou rasteiro e a zaga do Lanús provavelmente atordoada pela presença do mito Deivid na área falhou, sobrando assim para Leo S2 Moura bater livre, abrindo o placar do jogo, aos 45 do primeiro tempo. Parecia o gol da vitória, chegando de forma "normal", para o Flamengo.
Não foi. Começou o segundo tempo e nada mudou. O Lanús continuou atacando e o Flamengo se defendendo como podia. Joel não mudava o time, enquanto Gabriel Shurrer colocou o atacante Romero no lugar do meia Neira.
Ronaldinho nada fazia, ao contrário do resto do time que tentava pelo menos atrapalhar as constantes tentativas de ataque do time grená. Aliás, pelo contrário. Foram pelo menos 3 viradas de bolas bizarras feitas pelo "craque milionário" que resultaram em 3 contra-ataques que deixaram a defesa - mais - desesperada.

Vacilão.
Aos 27 Joel ousou: Tirou um volante pra colocar um meia. Saiu Aírton, entrou Bottinelli. Aos 28, a estrela do técnico argentino com sobrenome de alemão brilhou. Trocou Pereyra por Carranza. E, 1 minuto depois, após jogada que começou com 2 divididas ganhas pelos argentinos, Pavone recebeu de costas pro gol, rolou pra trás e Carranza chutou, sem chances pra Felipe. 1x1.
Bottinelli ainda deu um prejuízo pro time argentino, isolando uma bola sozinho dentro da área para fora do estádio. Sem chances de recuperarem. Ainda chutou uma outra vez, na direção do goleiro, sem perigo de gol.
Mesmo assim, a quantidade de chutes dados pelo Flamengo foi inferior a quantidade de isqueiros acertados em jogadores rubro-negros: Apenas 7, em todo o jogo, contra 14 dos argentinos.
No fim, o ponto conquistado fora de casa foi lucro.
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