domingo, 5 de fevereiro de 2012
DOMINGO FANFARRÃO
Fanfarronice. A melhor palavra para descrever a partida de hoje entre o time de azul e o Fluminense de Friburgo. E a bola não precisou rolar para a fanfarra começar. Não. Algum diretor genial da Rede Globo teve a ideia de pedir aos jogadores que realizassem uma performance infinitamente canhestra de “morto/vivo” para a sua apresentação aos telespectadores. Eles apareciam com a cabeça baixa, e, como num passe de mágica, levantavam suas cabeças e acenavam para a câmera. Patético. E de todos os jogadores que se submeteram a tamanha escrotice, aquele que conseguiu se destacar foi o mesmo que costuma atender pelo nome de Diego Souza – ex-Boi Bandido e ex-Simony – que, não satisfeito com o roteiro programado, resolveu “improvisar”, revivendo de forma “apoteótica” por meio de um chilique ridículo acompanhado por um sorrisinho de canto de boca. Seria o prenúncio de tudo o que viria a acontecer???
Os azuis foram a campo com seu time titular – a exceção era Felipe – o que poderia indicar que presenciaríamos um massacre sobre o bravo Flu da serra, escalado com os eternos Cadão e Sérgio Gomes (que fez boa partida, por sinal) e o lendário atacante Ziquinha. No entanto, o que se viu no primeiro tempo foi algo bem diferente disso. O Fluminense de Friburgo jogou toda a primeira etapa com sua marcação adiantada, impedindo os azuizinhos de saírem para o ataque com qualidade e controlando as ações no meio-campo. Sem a posse da bola, sem criar chances e errando muitos passes, o time de azul irritava a torcida que compareceu em bom número ao canteiro de obras no qual se deu a contenda. Desse modo, só houve dois momentos de maior destaque na primeira etapa: a participação dos internautas aos 26 minutos e o gol de Diego Souza aos 44.
Será que o inventor da apresentação “morto/vivo” é o mesmo da participação do internauta na transmissão? É bem possível. Não há nada mais enervante do que assistir àqueles 10 segundos nos quais um pseudo-torcedor (quase sempre acompanhado de uma criança para aumentar o apelo) faz macaquices diante de uma câmera com o único intuito de aparecer de forma ridícula na TV. Fanfarronice pura. A imbecil de hoje tinha o nome de Maria Clara, e a criança usada para a consecução desse vil propósito se chamava João Vítor. Uma criança digna de pena e uma adulta digna de asco. Quanto ao gol, originado a partir de uma cobrança de escanteio, depositemo-lo na conta de Juninho Pernambucano – disparado o melhor em campo – que colocou a bola na cabeça do Diego Souza.
O segundo tempo foi bem diferente do primeiro, e isso se deve em grande parte às boas mudanças feitas por Cristóvão Borges no intervalo. Saíram Alan (que sofreu uma entrada no início do jogo e depois disso pouco produziu) e o inoperante Felipe Bastos e entraram Eduardo Costa e Felipe. O primeiro melhorou a pegada no meio-campo dos templários de São Cristóvão fazendo uso de sua já conhecida brutalidade, e Felipe passou a ditar o ritmo do jogo. Aliás, Felipe sempre merece umas linhas à parte. É um sujeito que vê o jogo de forma diferente, enxerga espaços onde ninguém mais vê e tem uma precisão assustadora na hora de passar a bola. Pode não ter a explosão de antes, mas mostra a cada dia uma elegância maior e sempre deixa o jogo mais bonito. Mudou a cara da partida, ainda que não tenha sido dele, e sim de Juninho (novamente), o passe magistral que deixou Diego Souza livrinho pra marcar seu segundo gol com um toque de categoria que deslocou o goleiro Marcos aos 15 minutos. Faltava meia-hora de partida, mas, com o jogo resolvido, uma excelente dupla de zaga e o time ajustado, foi só tocar a bola e esperar o tempo passar.
E tudo acabou assim. Final feliz para o domingo da fanfarronice. Vitória do time com uniforme fanfarrão (e, por favor, não venham dizer que se trata de uma homenagem aos mares e oceanos navegados por Vasco da Gama porque essa desculpa esfarrapada não cola nem aqui, nem em Goa e nem em lugar algum) com dois gols do ex-Simony chiliquento fanfarrão Diego Souza. Nada mais apropriado.
I. K.
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Disse nada com nada aí heim, sou Flamenguista mas tenho que admitir que esse texto tá terrível, nada faz sentido aí e em relação ao uniforme, até eu sei que é sim por causa dos mares, não tem porque não ser. Tente falar menos besteira da próxima vez.
ResponderExcluirPow, comentar esses jogos do Cariocão é coisa triste mesmo. Vamos esperar para nos divertirmos com as vergonhas alheias de fluzinho e vascú na Libertadores.
ResponderExcluirEsse anônimo aí é um rubronegro meio estranho... Eu lá vou querer saber pq o vascú usa uniforme azul! Eu hein...
Vou tentar, anônimo. Mas é difícil. As besteiras pululam na minha mente de tal forma que não consigo controlá-las.
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